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- JPMorgan Quietly Dropped Polymarket as a Client
O JPMorgan deixou de atender a Polymarket como cliente discretamente.

Em outubro de 2025, o JPMorgan informou à Polymarket que ela precisava encontrar um novo banco. O motivo alegado foram preocupações regulatórias; a informação não veio a público até ser divulgada pelo *Financial Times* e confirmada pela Reuters nesta semana, por meio de uma fonte própria.
O JPMorgan não se manifestou publicamente sobre o assunto. No entanto, um porta-voz da Polymarket afirmou que a empresa mantém um "relacionamento próximo e ativo" com o JPMorgan em outras áreas do negócio, destacando que o CEO Shayne Coplan participou de três eventos do banco no último ano — chegando a ser convidado para uma conferência de *private banking* em fevereiro de 2026, meses após o encerramento da conta.
O JPMorgan encerrou o relacionamento bancário propriamente dito, mas manteve as portas abertas para outras frentes, pois ainda deseja ter a chance de atuar na subscrição da oferta pública inicial (IPO) da Polymarket algum dia.
Por que um banco agiria dessa forma com uma empresa com a qual claramente ainda deseja trabalhar?
O histórico regulatório da Polymarket é conturbado. A CFTC aplicou uma multa de US$ 1,4 milhão à empresa em 2022 e proibiu sua atuação junto a clientes dos EUA por operar uma plataforma de derivativos não registrada. A empresa passou quase três anos afastada do mercado americano, mesmo tendo registrado um enorme crescimento de popularidade durante as eleições de 2024..
Então, em 2025, a situação mudou.
- Julho de 2025 — A Polymarket adquiriu a QCEX, uma corretora licenciada pela CFTC, por US$ 112 milhões. Isso lhes proporcionou uma entidade legítima nos EUA (QCX LLC / Polymarket US).
- Setembro de 2025 — A CFTC emitiu uma carta de não atuação (*no-action letter*), o que Coplan descreveu como o "sinal verde" para o relançamento nos EUA.
- Abril de 2026 — Eles foram além, solicitando à CFTC permissão para que usuários dos EUA também pudessem acessar sua principal corretora nativa de criptomoedas.
A Polymarket se empenhou para obter a aprovação regulatória. No entanto, os bancos fazem suas próprias avaliações de risco; além disso, o fato de a empresa ter resolvido recentemente uma ação de fiscalização da CFTC — somado à atuação nos setores de criptomoedas e jogos de azar — cria exatamente o tipo de perfil que deixa as equipes de compliance apreensivas, independentemente do que o regulador diga hoje.
E não é só a Polymarket que está sendo vista com desconfiança no momento:
- Julie Menin, presidente do Conselho Municipal de Nova York, acusa plataformas de mercados de previsão de adotar práticas de marketing predatórias voltadas a jovens traders.
- A Procuradora-Geral de Nova York processou a Kalshi (a maior rival da Polymarket) no mês passado por violações das leis de jogos de azar.
- A própria CFTC iniciou uma nova investigação sobre a Polymarket em meados de 2026, apesar de ter sido a mesma agência que autorizou a operação da empresa.
Além disso, Trump está processando o JPMorgan e Jamie Dimon por conta do encerramento de contas ligadas a ele após os eventos de 6 de janeiro — fato que o próprio banco já admitiu. O JPMorgan tenta atualmente provar a Washington e a Trump que não encerra contas de clientes de forma injusta. Aí surge essa história da Polymarket mostrando o banco... encerrando uma conta e alegando "preocupações regulatórias" vagas, sem qualquer explicação detalhada. Isso torna a defesa do JPMorgan — de que "não fazemos isso" — menos convincente, pois agora há mais um exemplo somando-se aos anteriores, o que enfraquece a atual estratégia de defesa jurídica do banco.
Conclusão
A Polymarket investiu recursos e tempo consideráveis para obter autorização legal para operar nos EUA, mas isso não bastou para deixar um grande banco confortável em manter o relacionamento comercial. É um bom exemplo de como a aprovação regulatória e o acesso a serviços bancários são batalhas totalmente distintas para as empresas desse setor.







